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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Meme Retrogamer - O que você jogou em 2025?


Como já tradição (e elas, não podem acabar jamais), finalizamos mais um ano de atividades com o aquela questão marota: O quê jogamos durante os 365 dias que compuseram 2025? Se foi uma jogatina nas horas vagas ou, se foi possível, um engajamento maior, pouco importa. O que mais vale a pena, é mantermos nosso amor pelos "videojogos" vivo e, nós do QG Master, seguimos com esse pensamento.

Sendo assim, daremos início com a participação do...


RODRIGO

Fala, meus bacanos!

O ano de 2025 me surpreendeu pois, sempre acredito, que vou dizer para nossos fieis e resilientes leitores que “ estou jogando menos do que antes”. Infelizmente, dessa vez, nenhum RPG pôde estar na lista, nem mesmo os Phantasy Star peguei, no máximo, uma introdução do Chrono Trigger. Mesmo super ocupado e com dificuldades de ajuste da nova TV para rodar retrogames, deu para jogar algo.

A principal causa, também, foi ter me presenteado com um R36S e jogar naqueles momentos de espera de uma fila ou na estrada. Não tive o Game Gear que tanto queria no passado, adquiri um SUP - que não é lá essas coisas - que só emula alguns repetitivos jogos do Nintendinho mas, o R36S, compensa toda essa espera.

Após compartilhar minha alegria com vocês sobre a nova aquisição, vamos falar o que joguei mais.

Samurai Spirits 2 (Neo Geo) - Sempre menciono um joguinho de luta e joguei esta jóia da franquia de espadas da SNK. Os Samurais 1 (Arcade e Mega) e o 5 (Playstation 2) foram os que mais me dediquei, então, me permiti aproveitar um pouco mais este em 2025 pelo Stick Game.

A lore da franquia ainda estava em desenvolvimento em relação ao que conhecíamos. Após a derrota de Amakusa, lembro da estreia de quatro personagens, a Chan-Chan (irmã de Tan-Tan), Sieger (guerreiro prússio com uma luva bizarra, o único que foi substituído), Nicotine e Genjuro (respectivamente, mestre e colega de treino de Haohmaru).

É estranho, quando você se acostuma com as táticas do 1 e, o segundo game, simplesmente facilita as limitações originais. Por exemplo, Haohmaru e Ukyo tem golpes de investida ou Charlotte ter magias, além, de gostar de usar Genjuro, Ukyo e Hanzo. A única coisa do SS 1 que queria manter, era a cimitarra do Wan-Fu. Posso destacar ainda que, esta versão, inclui vários dos meus cenários preferidos de toda a saga.

Ainda sobre as mecânicas, a SNK incluiu o aparamento de espada com as mãos e a “abaixadinha” para magias (similar à esquiva em KOF), que foram boas novidades. Além disto, o Especial que quebra a arma, torna o fator replay garantido.

The Last Blade (Neo Geo) - Mais um duelo de espadas da SNK que me pegou de jeito. Esse vi algumas vezes nos Arcades mas, tive pouca oportunidade de joga-lo na época.

Acontece que, The Last Blade tem muito mais ambientação anime que Samurai Spirits, com direito a belíssimas cutscenes que fazem ter entendimento da história. Há uns elementos interessantes como, só a menina sacerdotisa - que é um alívio cômico -  ter uma “imunidade” aos fatalities. Menção honrosa ao protagonista Kaede e seus irmãos, Moriya e Yuki.


Golden Axe II (Mega Drive) - Uma das minhas franquias preferidas desde que me entendo como gamer. Nele, o terrível Dark Guld se apossa do Golden Axe e, o antigo grupo que venceu Death Adder volta para derrotá-lo, enfrentando uma nova leva de inimigos.

Não há muita diferença do original em termos de concepção, tirando aperfeiçoamentos pontuais nos golpes, como direcionar onde o inimigo será arremessado (podendo derrubar outro oponente). As magias são diferentes ao game original, com Ax Battler usando o Vento, Gilius as Rochas e Tyris permanecendo com o Fogo. Ainda sobre as magias, é possível escolher o nível de poder a ser liberado por vez.

Com relação às montarias, as melhores da franquia estão aqui e, apesar dos Chicken Legs serem os mais famosos, os dinossauros roubam a cena. Dos inimigos, destaque para os homens lagarto e os cavaleiros que mudam a tática dos anteriores. Diversão garantida.


Snoopy and Red Baron (Atari) - Classiquinho do Atari que, entre todos os que joguei na infância, foi o que mais me pegou este ano. O personagem Snoopy tinha uma cena clássica que, imaginava sua casinha de cachorro, como um avião da Primeira Guerra. Então, este game é baseado neste confronto Imaginário.

O Snoopy aguenta um número de tiros (que aparecem como buracos na sua casinha) e deve derrubar um certo número de aviões inimigos. Ainda existem power-ups deliciosos como ossos, ração ou sorvetes.

Manobrar e atirar neste duelo, tornou minhas tardes de infância incríveis e, em 2025, provei deste gostinho novamente.



MENÇÕES HONROSAS:

Justice League: Task Force (Mega Drive) - Como o nosso amigo Douglas diz, é o “Injustice de Pobre”. Mesmo com as críticas da revista Gamepro, fiquei muito curioso em conhecer este game que trazia a Liga da Justiça antes, da versão Warner dirigida por Bruce Timm, Dan Riba e outros, retomar a popularidade desta super equipe dos quadrinhos. A minha motivação foi ter procurado, este ano, os filmes da DC na HBO, eu que sempre fui mais fã da Marvel.

O jogo em si, poderia ser melhor feito. Nele, Darkseid cria clones dos heróis para distrair a Liga enquanto ataca bases militares da Terra. Temos 6 heróis - Superman, Mulher Maravilha,  Batman, Aquaman, Flash e  Arqueiro Verde, além de 3 vilões, Despero, Cheetah e Darkseid.

O visual é ok mas, três elementos, poderiam ser melhor trabalhados: maior similaridade com os quadrinhos (o Superman tirar energia mesmo sobre a defesa, o Batman usar mais geringonças, além de melhorar combos e colisões), melhor música e efeitos sonoros (as pancadas são ocas, não passam ideia do poder dos heróis) e, ao menos, ter 12 personagens (como o Lanterna Verde, Homem Borracha, Brainiac e Sinestro).

Concluindo, vários ajustes seriam necessários para fazer jus aos personagens  que, aliás, se seguram apenas pela presença deles. O game é legalzinho, e só.

X-Men: Gamemaster's Legacy (Game Gear) - Agora vamos à Marvel. Nunca deixo de jogar algo ligado ao Master System no ano mas, desta vez, foi apenas uma conversão do Game Gear. Enquanto, o Master, só foi agraciado com X-Men: Mojo World (lamento, até hoje, ter vendido o que tinha), o Game Gear tem uma trilogia razoável. 

No segundo game, encontramos o maior número de personagens, até mesmo, se comparar com as versões do Mega Drive. Você começa com Cyclops e Tempestade em fases selecionáveis do tipo labirinto e, após terminar cada uma, desbloqueamos um personagem para a equipe.

O game é mais parecido com o Mojo World do que o primeiro game, seja no gráfico e na jogabilidade mas, acho, mais bem acabado que o terceiro jogo. É verdade que Jean e Tempestade são praticamente o mesmo personagem com visual diferente, entretanto, a gente pode desbloquear um secreto, o Cable. Por fim, temos uma luta com o Sr. Sinistro.

Para quem gosta da simplicidade do Game Gear, pode se divertir bastante com esse game.

Mas e aí, o que vocês tem jogado? Deixe nos comentários.


DOUGLAS

Saudações amigos!

Tudo bem?

“Piscamos” e mais um ano se passou! Sei que é repetitivo vir aqui e falar que o tempo tem passado rápido mas, é um sentimento, que tenho tido. Independente disto, os momentos que passei em meu hobby favorito não podem acabar e, na medida do possível, tem dado certo.

Esse 2025, foi pautado, por minhas idas à eventos retrogamers, como a Game Collection Show, Retrocon e Canal 3 Expo. Nesses, o que mais me chamou a atenção, foi o cenário dos desenvolvedores independentes e, a galera, tem mandado bem demais... são lançamentos de games novos para diversas plataformas. Só que, desta vez, focarei no Master System, o que mais de dediquei neste período.

Um deles, cheguei a fazer review, literalmente, assim que cheguei em casa da Retrocon: o Noturno produzido pela LMS Retro. No mesmo stand, havia outra pérola, o Frontier Force. Este, não fiz texto ainda mas, merece, ser devidamente mencionado futuramente. O que posso dizer de antemão, é que se trata de um produto extremamente bem acabado, com gráficos lindos e gameplay rápida e precisa, na medida, que um shooter precisa ter.

Ainda da LMS, o trabalho mais recente deles, é a versão dos Goonies, lançado para o Nintendo no final dos anos 80. Feito sob a engine do Alex Kidd in the Miracle Wolrd – onde a comunidade, tem realizado diversos trabalhos -, possui jogabilidade ágil e dinâmica. Além disto, tem ótimos gráficos e trilha sonora empolgante, uma versão chiptune do tema famoso do filme. Quem se interessar em ter os cartuchos da LMS Retro, basta entrar em contato em suas redes sociais... vale – e muito – tê-los em sua coleção.    



Outro Master indie muito legal, já um tanto antigo - que, deixei passar e preciso remediar isto – é Galactic Revenge, da Mik Games. Se é um leitor de nosso blog, já deve ter se deparado com outras duas produções da empresa, o Astro Force e Silver Valley. Igualmente bem feito, GR é um “action shooter” com visão área, onde controlamos Olivia Gunn, que jurou vingança aos alienígenas que mataram seu namorado e, para piorar, levaram seu Master System. Com este plot inusitado, é diversão garantida.



Por fim, temos o super simpático Stella in Adventure World. Como disse antes, os desenvolvedores, tem usado a engine de Miracle World para realizarem novas aventuras para o herdeiro do trono de Radaxian. A qualidade deles varia e, meio que, são “mais do mesmo”... mas, em Stella, a coisa vai muito além.

Não me estenderei demais porque, tenho material engatilhado sobre. Mas, posso dizer que, todos os elementos presentes em “Miracle” foram retrabalhados, desde os cenários, passando pelos sprites e efeitos sonoros. O visual á ainda melhor que o jogo original, ficando bem próximo, do que vimos em “Shinobi World”. As mecânicas são as mesmas, porém, a dificuldade, é ainda maior (como, se precisasse, aumentar mais. Rss!!!). Se aventurem aqui também, certeza, que irão gostar.


Então, é isso. Vou ficando por aqui.

Desejo um ano de 2026 repleto de bençãos a todos.

Abraços!

domingo, 7 de dezembro de 2025

Especial Zeebo 02 - Need for Speed Carbon (2009)


Saudações amigos!

Tudo bem com vocês?

Como “Especial de Fim de Ano”, trouxe esse texto há muito engavetado. Demorei bastante para voltar a falar do Zeebo e o farei agora, porém, antes de continuar, preciso fazer uma consideração.

Este material estava “pré-feito” há anos sem que, tivesse tido a chance, de voltar à escrevê-lo. O tempo passou, muitas coisas aconteceram e, uma delas, foi a morte de meu console... ele liga mas, não acessa a bios. Não sou um colecionador e, os games que tenho, eu jogo. Por essa razão, senti muito o ocorrido pois gosto bastante dele.

Esta parte inicial, usei para justificar uma mudança de decisão, do que seria, uma coluna dedicada à este famigerado aparelho da Tectoy. Pensei em não dar mais continuidade, somente, entregar este que já estava quase pronto e outro sobre o Double Dragon, título, que se tornou o mais cobiçado do sistema.

Não sei o “Dia de Amanhã” mas, por enquanto, fica assim, ok?

Então, feita a explicação, sigam com o material original...

Assim como no primeiro texto, falarei dele por meio dos jogos disponíveis no sistema. Como proprietário de um, tentei fazer algo que não caísse no escárnio, que costumam fazer, em cima desta empreitada desastrosa da Tec Toy.

De início, havia a promessa de bons horizontes, com anúncios, de títulos consagrados de empresas famosas... a Eletronic Arts, foi uma delas. A empresa brasileira, já tinha enfiado, games da EA naquele "Mega Drive Saboneteira" anos antes. Por conta disto, tal parceria, propiciou que chegassem ao Zeebo também.

As coisas começaram razoavelmente bem, mesmo, com as turbulências vindas desde o projeto (esperava-se um processador e, tiveram que se contentar, com um mais modesto). Jogos novos chegavam com certa regularidade, porém, no dia 21 de julho de 2010, Need for Speed Carbon sumiu do catálogo para download da Zeebo Net. O quê estava acontecendo? Era o início do fim... aliás, um fim anunciado, disfarçado como "realinhamento de mercado".

Reza a lenda que, os associados mexicanos - os majoritários - tiveram a infeliz idéia de alinhar o console brasileiro com o da terra de Chapolim Colorado, focado no público infantil e forte caráter educativo. A Tec Toy havia apostado no extremo oposto, jogos mais maduros como Quake 1 e 2 (também retirados do catálogo neste período). Nunca se deram conta que, tal abordagem, não deu certo em lugar nenhum do mundo? Imagino que sim pois, acabaram dando kits com teclado e controles novos para os antigos proprietários na, tentativa vã, de salvar a reputação.

Abrir mão da base instalada de games mais "parrudos", foi a causa principal do fracasso? A própria trajetória do aparelho, demonstrava, que não teria vida longa de qualquer forma. Todavia, ajudou sim, na sua derrocada.

O Jogo - Todo console que se preze, tem que ter bons jogos de corrida. Por incrível que pareça, o Zeebo tem bons exemplos à disposição... Need for Speed Carbon, é o mais completo deles. Assim como os grandes do gênero, possui bastante conteúdo à ser explorado e rende bastante tempo de jogatina.

Os modos disponíveis são:

Domine a Cidade:

_  É onde tudo acontece, o "Modo História" do game.

Partida rápida:

_ Corra Já (O game, escolhe para você, o carro e a pista de forma aleatória);

_ Corrida em Gangue (Corra, tendo o apoio tático de um membro de sua gangue. Ele, será o mesmo, que estiver selecionado no "Modo História");

_ Corrida Rápida (Pode-se escolher qualquer pista e um dos carros adquiridos no "Modo História").

Meu NFS:

_ Estatística (Conferir a carreira, gangue e bônus destraváveis);

_ Opções (Parâmetros como controles, sons, etc);

_ Dados do Jogo (Salvar, Carregar e Apagar).

Extras da EA:

_ Perguntas Frequentes (O "Manual de Instruções" de NFS);

_ Galeria de Arte (Ilustrações, encontradas em caixotes espalhados na cidade. Algumas, estão bem escondidas);

_ Créditos (Os envolvidos na produção do game). 

O Modo História - Como dito antes, é aqui, que NFS Carbon rola para valer. A longo das corridas e territórios conquistados, será narrado os desdobramentos da trama, sempre, acompanhada de belas ilustrações.

Tudo isto acontece dentro do mapa da cidade, que é bem grande. Graças à isso, é possível ter trajetos bem variados para todos os tipos de provas e desafios propostos. Tais missões, também incluem, a destruição de um determinado número de viaturas da polícia, entregar um pacote em uma determinada localidade ou derrotar um líder de gangue, entre outros.

E como manda a cartilha desta série de velocidade, a quantidade de possantes disponível é respeitável. Você tem à disposição 29 modelos emblemáticos como o Pontiac Firebird, Ford Mustang 1967, Lotus Elise, Aston Martin DB9, Porsche 911 Carrera S, Lamborghini Gallardo e mais... todos customizáveis. 

Parte Técnica - Aqui, rola uma divergência. Como o Zeebo teve vendas baixíssimas, muitos dos que criticam, sequer, viram um de perto. Desta forma, estes que falam mal, provavelmente, só viram vídeos no Youtube.

De fato, se formos comparar essa versão com a de consoles mais poderosos, o desempenho deste “Need” é inferior. Ao começar à jogar, nota-se uma lentidão que chegou a me incomodar quando o encarei pela primeira vez. Entretanto, com o passar do tempo, comprando veículos e fazendo upgrades, os “bichinhos” ficam bem velozes, eliminando, a sensação ruim do começo... é questão de costume.

A parte gráfica é competente e a construção da cidade é convincente. Dá para perceber que estamos saindo do centro e indo para o subúrbio, ou, adentrando na zona portuária pois, vemos a mudança nas edificações e mudanças no cenário de forma bem natural.

A parte sonora, possui todos os sons característicos de um game do tipo mas, o ponto forte, são suas músicas. Temos canções como Bounce e After Party (Dynamite MC); Hard Drivers (Ekstrak feat. Know-1), Signs Of Life (Every Move A Picture), Sugar (Ladytron), por exemplo e, todas, capturam o clima underground das ruas e combinam com a ação perfeitamente.

A jogabilidade é precisa e, os carros, respondem de pronto aos comandos. Evidente que, em jogos assim, alguns serão mais rápidos e ágeis que os demais e, comprando outros ou adicionando os kits de desempenho, influenciará no comportamento na pista. Mas, em nenhum momento, haverá delay que atrapalhará sua condução. 

Todavia, para não dizer que “tudo são flores”, há um probleminha sim. Sempre que houver carregamento de uma música, o jogo dá uma travadinha de leve que, em alguns momentos, pode te prejudicar em um ponto mais delicado do circuito. Felizmente, elas ocorrem poucas vezes e, por conta disto, não chegam à comprometer as partidas como um todo. 


Considerações Finais -  Esta parte, não existia ainda no material original. Segmentos acima, da “Parte Técnica”, também sofreram modificações e acréscimos inexistentes antes. Infelizmente, não tive como, tirar alguma foto da tela de um gameplay pois, meus carros são customizados na cor dourada e, nem todos, possuem kits de desempenho completos (gosto de privilegiar a estética). Mas, como estava em dívida, fiz este review agora em 2025.

Need for Speed Carbon é um game bastante divertido, com conteúdo suficiente para horas e horas de jogatina. Percorrer a cidade, desafiar e vencer outros competidores, ganhar grana para comprar novos veículos e fazer os “tunings” são uma marca registrada desta franquia da Eletronic Arts e, esta versão, tem tudo isso.
Além disto, é possível destravar conteúdos extras - as artes conceituais – espalhadas e escondidas no cenário. Embora não seja algo extraordinário, com certeza, agrega valor à produção.

O chato de se recomendar um game de uma plataforma como o Zeebo, é a dificuldade de se conseguir um. Somado ao fato do console não ter trabalhado com mídias físicas, torna a tarefa de se experimentar seus exclusivos (como o famoso Double Dragon) quase impossível.

Ainda assim, caso tenha a oportunidade de ter um com todos os títulos instalados, digo que vale a pena ter em seu acervo. Eu mesmo, sinto, que o meu não funcione mais. Só o fato de escrever estas linhas, já me deu vontade de jogar e ficarei sem poder fazê-lo. É a vida... nada dura para sempre.

Vou ficando por aqui.

Até mais!

 

 

domingo, 21 de setembro de 2025

Canal 3 Expo 2025 – Tradicional evento retrogamer agitou São Paulo

Por Douglas Deiró

Saudações, amigos do QG Master! 

Tudo bem com vocês?

Desta vez, escrevo, sobre mais um de meus passeios gamísticos por aí. Quem acompanha o cenário retrogamer de perto, já deve ter ouvido falar da Canal 3 Expo. Já tradicional, acontece todos os anos e, a cada edição, só cresce em tamanho. Não por acaso, vem sendo realizado no State Innovation Center, localizado no bairro da Vila Leopoldina, em São Paulo.

Nos dias 13 e 14/9, os fãs compareceram em peso, lotando, o pavilhão nos dois dias de feira. Lá, se tinha algo nunca visto de perto ou, que nem fazia ideia que existia, no Canal 3 você achava. No meu caso, nem sonhava em reencontrar um Dynavision Cybergame, desde quando, “explodi” o meu tempos atrás. Não estava procurando, achei um em ótimo estado/preço e trouxe o danado para casa.

Entre atrações retrô e novidades, a feira foi um prato cheio e, passar o dia curtindo tudo, foi uma delícia. Estive, um bom tempo, nas máquinas de arcade, batendo papo com os desenvolvedores independentes, visitei stands de expositores/comerciantes, assisti apresentações de temas de seriados japoneses... enfim, opções não faltaram.

Para mim, um dos maiores destaques, foram os já citados indies. Conversando com Yuri Davila (da Davila Games), soube um pouco sobre o processo de produção de seus jogos, principalmente de seu último lançado, o Lunatic Fighters para o Mega Drive. Revelou também, estar estudando o hardware do Master System para, possíveis, games futuros. Ele tem talento de sobra e, coisas boas, podem estar por vir.

Por falar no Master, finalmente, conheci o desenvolvedor do Noturno, produção, que já abordei aqui no QG. Lucas Munhos, da LMS Retro, estava lançando seu novo trabalho, uma homenagem à Little Samson, o Tribute. Com gráficos bonitos e gameplay preciso, é uma ótima pedida para engordar sua biblioteca de títulos do 8 bits da Sega.

Voltando ao Mega, fiquei bastante tempo com o Mauro Xavier. Se não está ligando o nome à pessoa, é o responsável pela excelente versão de Final Fight. Neste dia, a demo disponível, dava suporte para se jogar com três bonecos simultaneamente. Chega a ser inacreditável, ver o que este console da Sega, é capaz de fazer com as técnicas de programação de hoje.

E não parou por aí. O Mauro levou ainda seu novo trabalho,  Driftin’ Rage. Esse jogaço de corrida, já hypado até no exterior, é fortemente inspirado em grandes como OutRun, Top Gear, Hang-On e Lotus Turbo Challenger. Apresenta gráficos lindos, ótimo framerate e jogabilidade afiada, rápida e precisa. Cada veículo tem suas próprias respostas aos comandos, além, dos atributos de piloto e fatores de pista, influenciarem na dirigibilidade da máquina escolhida. Como se não bastasse, está prevista a conexão de cabo link para dois jogadores, cada um, controlando em sua própria tela. Como falei à ele, “não vejo a hora de ficar pronto... vou comprar logo dois!”. A previsão, é para o ano que vem.

Sabe aqueles jogos de plataforma piratas de Pokémon, que “deram cria”, em tudo quanto foi console nos anos 90? Pois bem... alguém pegou essas ideias e resolveu fazer algo realmente decente. Com lançamento previsto para 2026, Emocre – Emotion Creatures promete fazer sucesso com essa fórmula de “bichinhos briguentos”. Com gráficos muito bonitos e bom gameplay, percorrerá as fases em estilo plataforma, encontrando e batalhando com os Emocres, cujas caraterísticas, se baseiam em emoções, não, em elementos (como nos seus “primos” mais famosos). Neste, também ficarei de olho.

Por fim, destaco o stand do Luiz Fernando, o Nai, do Canal Nai Adventures. Conhecido no cenário dos desenvolvedores independentes, esteve presente com seu Dragon Ball, “briga de rua” para o Saturn. Porém, o que me chamou mais a atenção, foi o que trouxe para o Dreamcast. Além do shooter Metal Canary, o projeto de um novo controle bluetooth com tela colorida (no lugar do antigo VMU), foi de encher os olhos. Essa galera, parece, não conhecer limites.

De modo geral, algo que citei à todos eles, é o quanto devemos ser gratos à esses gênios. Graças à seus esforços, consoles que já deveria ter sumido da face da Terra, continuam vivos e nos divertindo. Se alguém saído do futuro, chegasse para mim e dissesse “Guarde seu videogame! Em 2025, ainda sairá jogos para ele”, seria difícil de acredita. Ainda bem, que é a mais pura verdade.

Então, vou ficando por aqui.

Até a próxima!   


 

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Crossovers no Mundo dos Games (Atualização)

Olá amigos do QG!

Tudo bem?

Estou de volta “rapidão” para fazer uma atualização de um texto antigo (13/03/2020), sobre os crossovers no mundo dos games. À época, nem fazia idéia que Wario Blast Featuring Bomberman existia e, em vez de fazer um novo, achei melhor, somente, acrescentar esta pérola àquela lista.

Clique no link da foto e confira!

Valeu!

https://qgmaster.blogspot.com/2020/03/crossovers-nos-videogames_98.html


Master Review – Noturno (2025)

Saudações amigos do QG Master!

Tudo bem?

Nos últimos dias 25, 26 e 27 deste mês de julho, aconteceu mais uma edição da Retrocon, realizada no Transamérica Expo Center, na cidade de São Paulo. Se tiverem a oportunidade de ir, ano que vem, coloquem em suas agendas... é diversão para toda a família (principalmente, aos mais “velhinhos”). Apesar de haver games atuais, a Retrocon, é mais focada nos clássicos.

Mesmo que, alguns consoles, não sejam mais fabricados há muitos anos, os fãs não deixam o amor por essas máquinas morrer. Não me refiro, apenas, vê-los expostos em público e, se há um lugar onde os indies brilham, é em convenções como esta... não por acaso, os desenvolvedores, lançam suas produções nelas.

Há games novos, sendo feitos, a todo momento. O Mega Drive tem sido o campeão e, as novidades são tantas, que parece que ainda estamos nos anos 90. Entretanto, o nosso Master System, não fica muito atrás e tem recebido suas pérolas, como a deste texto de hoje: o Noturno. 

O game – Com fortíssimas inspirações em Castlevania, controlamos Ricardo, um cavaleiro medieval que combate a horda de criaturas enviadas pelo Conde Drácula. Sua missão é resgatar as orbes mágicas (que mantinham as malvadezas afastadas da vila de Bran), além de salvar a jovem Vania, a guardiã de tais itens sagrados que foram roubados.

Produzido pela LMS Retro, o cartucho tem 4 Megas de memória. Conta com 8 fases, onde o herói, percorre as dependências do castelo do vampirão, indo da entrada da edificação, os esgotos, a torre de vigilância, passando ainda pelo calabouço, prisão, sala de máquinas, cripta do Drácula, finalizando, na torre do tesouro.

Os inimigos, são aqueles conhecidos de jogos do gênero, como os zumbis, morcegos, caveiras, cabeças de medusa (sempre elas), entre outros. As fases são construídas no tradicional esquema de plataformas, com bastante saltos estratégicos, obstáculos bem posicionados que vão te atrapalhar bastante.

Gráficos e Sons – O visual do game é simpático, com cenários bem desenhados e com boa ambientação. A arte, surpreendeu, por lembra mais um jogo de Nintendo 8 Bits, não um Master System. Levando em consideração onde foram buscar as inspirações, não é de estranhar e até me agradou.

A parte sonora, possui efeitos sonoros simples, práticos e funcionais. Eles cumprem seus papéis como um bom jogo precisa ter. Já as músicas (compostas por Guilherme Chirinéa) apresenta ótimas composições e combinam com o clima sombrio e aventuresco... para mim, o que mais se destaca neste trabalho.

Gameplay -  A parte divisiva de todo o conjunto. Tudo o que o nosso boneco pode fazer, é atacar com sua espada, sem poder, fazer uso de um item ou arma especial (como é comum na série Castlevania). Você pode coletar objetos e dinheiro ao longo das fases mas, apenas, somam pontos ao placar. Fora estes, há as vidas extras escondidas (adivinha onde) que, serão muito úteis em sua jornada porque, aqui, é tomar o dano para perder a vida... é o famoso “One Hit Kill”, meus amigos! Especialmente para mim, isto não chega a ser um problema mas, toda essa simplicidade ao jogar, causou estranheza no começo.

Os comandos, não poderiam ser mais diretos. Com o direcional você controla o Cavaleiro, podendo andar, subir escadas/cordas e agachar. O Botão 1 é responsável pelos saltos e, o 2, para efetuar os ataques. Um detalhe curioso é que, não é possível atacar agachado. Quando perguntei, lá mesmo no stand da LMS, o rapaz que me atendeu, disse que isto é feito automaticamente ao atacar. Então tá, né? Um desafio a mais para superar.

Considerações Finais – É muito legal ver, a galera, “colocando a mão na massa” e realizando obras tão bacanas como esta. Assim, um videogame lançado lá nos anos 80, continua na ativa e nos divertindo 40 anos depois.

Este review é, praticamente, um “react”. No momento que escrevo isso, tinha acabado de chegar da Retrocon de sábado e botei o danado para rodar no meu Master System 2. Assim mesmo, já deu para notar, que possui dificuldade moderada. Os estágios, apresentam situações, que requerem certa atenção em determinados momentos, porém, nada que não consiga ultrapassar na segunda tentativa. Somado ao fator da morte instantânea, acredito, que vai te entreter por um tempo considerável.

A caixa (com uma bela ilustração e acabamento de primeira linha), destaca os 4 Megas de memória do cartucho. Acontece que, não consigo enxergar, onde eles foram gastos. Embora o conjunto demonstre qualidade, está aquém, de outros do sistema com metade dessa capacidade. O Master System tem outro “homenageador de Castlevanias”, o famoso e competente Master of Darkness... este, tem apenas 2 Megas, por exemplo.  

Escrevendo assim, fica parecendo. que não curti Noturno... é justamente o contrário, tanto, que fiz questão de comprar uma cópia dele. Quem, sabe, num futuro próximo, resolvam fazer “Noturno 2” ainda melhor e sofisticado? Tudo na vida, começa no primeiro passo.

Se fizerem como eu, que encarei a missão do Cavaleiro Ricardo como nos foi apresentada, encontrarão uma boa diversão ao estilo clássico de gameplay. No passado jogávamos Atari, o desafio era “somente” marcar pontos e nos divertíamos pra caramba! Sejamos mais puristas de vez em quando... faz bem, também (Rss!!!).

Se ficou interessado no game, o Instagram do grupo é www.instagram.com/lms_retro/

Então, vou ficando por aqui.

Até mais e...

LONGA VIDA AO MASTER SYSTEM!




 

 

 

 

 

domingo, 20 de abril de 2025

Sessão do Aniversariante - Kunio no Nekketsu High School Fighters (Mega Drive)

Saudações amigos!
Tudo bem com vocês?
Retomando uma sessão que, há muito, não era feita. Como ainda estamos no mês do meu aniversário, deu tempo de escrever este post. Por esta razão, venho comentar sobre este jogo muito bacana, o Kunio no Nekketsu High Scholl Fighters, para Mega Drive. 
O cenário dos homebrews tem crescido bastante nos últimos tempos e, o nosso 16 Bits da Sega (sim, o brasileiro o "adotou") é um dos consoles que mais tem recebido essas produções feitas por fãs.
Temos um fighting game incrível feito, a partir, dos sprites de River City Girls. Ele é tão dinâmico que, não deve em nada, aos títulos mais sofisticados. Aqui, também é possível emendar combos "como se não houvesse amanhã", além, de possuir comandos de parry, juggles, esquivas e "desperation moves" (aqui, chamados de Rage Arts).
Chega a ser inacreditável, ver algo assim, rodando em um Mega Drive. Por vezes, penso se era possível fazer isso no passado, até porque, o hardware é o mesmo lançado no longínquo ano de 1988. Mas, como estamos em 2025, "boralá" aproveitar essas pérolas que, os gênios da programação, estão realizando para nós.
Todos os requisitos para uma boa pancadaria virtual, estão presentes. Possui uma jogabilidade precisa; gráficos bonitos (com mudança climática em alguns estágios); músicas e efeitos sonoros competentes, tudo, em nível comparável às grandes empresas do ramo.


O elenco é composto por figuras conhecidas do universo "Kunio Kun", nascidos, pelas mãos da antiga Technos Japan Corporation. Atualmente, seu espólio, pertence à Arc System Works. Se não está ligando o nome à pessoa, no ocidente, o jogo foi localizado como Renegade, precursor do arrasa quarteirão Double Dragon.
Então, chega de enrolação! "Kunio no Nekketsu" pode ser baixado no site do criador, o https://usagiru-orochi.itch.io/kunio-no-nekketsu-school-fighters .
Recomendo fortemente!

OBS.: Não foi feito um manual de instruções. Porém, os golpes são os famosos "Hadoukens, Shoryukens e meias luas (para frente ou para trás)". Somado à estes, os Rage Arts são executados com o input do "Haoh Shokouken", a super magia de Ryo Sakazaki em Art of Fighting... e isto vale para todos os lutadores.
Divirtam-se!




  

domingo, 30 de março de 2025

Divagações Gamísticas - Nº 2

TMNT – Tournament Fighters é um jogo inacabado?

Saudações, amigos!

Tudo bem com vocês?

Então... vou começar “soltando a braba” logo de cara! Seria, a versão Mega Drive de Teenage Mutant Ninja Turtles – Tournament Fighters um jogo inacabado?

Deixando claro que, não tenho base factual para embasar o que escrevi aqui. Tampouco, não vi quem insinuasse a mesma coisa em todos esses anos, principalmente, nos dias de hoje com as várias fontes existentes na internet. Pode ser que haja mas, não me deparei com nenhuma delas. Em suma, são apenas impressões minhas, ocorridas recentemente.

Primeiro, um contexto histórico...

Lá em 1993, quando pude experimentar o game, o curti. Como tudo era novidade e nem havia bagagem para compará-lo com os demais do gênero, basicamente, apertava botões junto de alguns “hadoukens e shoryukens”. Entretanto, bastou conhecer as versões para os consoles da Nintendo e a indignação bateu forte... até a versão do Nintendinho é mais dinâmica e bem ajustada.

Com o passar do tempo, já habituado com Street Fighter 2 e suas contrapartes, esse Tournament Fighters ficou quase injogável pois, nada funcionava, da forma como achava que fosse no passado. O quê aconteceu? Desaprendi à jogar um fighting game? Na verdade, foi o contrário... meu nível subiu e não se encaixava mais em meu padrão.

Desde o ano passado, tenho revisitado games que julgava ruins, para uma espécie de “tira teima”. Quis saber se eram mesmo ou, não tinha dado a devida chance. E foi neste contexto, somado ao fato de ter achado a rom que possibilita usar os chefes, que encarei novamente esta produção infame da Konami.

De cara, já chamou a atenção, o fato de terem conseguido deixá-los jogáveis, incluindo, a inserção das imagens deles na tela de seleção com seus devidos slots (onde o cursor os ilumina). “Peraí! Isso já estava na programação”, pensei. Para piorar, o Triceraton tem, até, um Desperate Move (DM) e os outros chefes (Krang e Karai) não. “Que coisa estranha!”.


Pesquisando, soube que o acessório de cheats Game Genie, tinha o código que os habilitava. E, os comandos listados, batem com essa rom hackeada: “Opa! De fato, eles já estavam na programação”. Fuçando mais ainda, vi que a versão que a Konami usou no Kowabunga Collection dá para escolher os bosses e, para ficar pasmo de vez (apesar de ter silhuetas no lugar das fotos), estão dispostos na mesmíssima posição da versão hack. Para mim, estava comprovado, a Konami os escondeu de nós... por quê?

Minhas pesquisas não pararam aí... baixei o manual. Nele, tem uma parte muito peculiar, justamente, no que se refere aos DMs. É dito que são golpes tão devastadores que, preferiram, não revelar. Mas, como assim? Qual o sentido disto? Se executá-los, verá que os danos são ridículos e, a impressão que ficou, é que não regularam isso direito. Uns tiram cerca de 30% do total da barra de vida, enquanto outros, tiram por volta de 60%... fora que, há os que bugam quando não acertam o oponente. Se desejarem ver um vídeo onde mostra isso em detalhes, acessem https://www.youtube.com/watch?v=dCOITCJOP28 ... chega à assustar, o tanto de glitches, que esse jogo tem.

Então, vamos lá....

1) O game tem uma mecânica rasa, que parece, saída no final dos anos 80. Não é possível encaixar golpes em sequência pois, só aceita, um input por vez (similar, ao primeiro Fatal Fury). É uma produção de 1993 que já nasceu defasada, em relação, aos que saíram neste período; 
2) Em várias situações, as caixas de colisão, não correspondem ao tamanho dos sprites. Também, não possui uma física que, nos dá a noção real, que o golpe pegou no outro boneco, com aquela “travadinha” quando o ataque o toca;
3) Não foram bem definidos, os efeitos dos golpes considerados fracos e fortes. Por vezes, um ataque fraco derruba o oponente, enquanto, o forte não. Mas, como existe uma contagem de hits para ocasionar tonteamentos, fica difícil saber quando isto ocorrerá, atrapalhando na estratégia; 
4) Os cenários são estéreis, sem vida, com pouquíssimas animações (quando tem). Por exemplo, no cenário do já citado Triceraton, tem um dinossauro enorme que ocupa a maior parte da tela. Não o fizeram nem mexer os olhos ou, uma gota de baba caindo da boca, que fosse. Por mais que a proposta fosse boa (os cenários tinham este potencial), acabou ficando bem feio. É um Mega Drive, tinham que caprichar mais;

    5) Trabalhar com apenas dois botões de ação, deve ter dado bem menos trabalho para a equipe de animadores. Adotar o controle de 6 botões do Mega (que já havia virado o padrão) para quê, né? Acharam que não sentiríamos falta nem, que teríamos inveja, dos donos de um Super Nintendo?;

6) 6) Chefes finais escondidos pela própria Konami. Supondo que não tiveram tempo de refinar o jogo, acharam melhor, omiti-los do que programar os golpes faltantes? Além disto, ainda negaram informação sobre a execução dos DMs, fazendo graça disto no manual. 

     Esses indícios, me fazem suspeitar, que entregaram o game antes de ser devidamente finalizado. Tal prática não é rara na indústria e, razões para isto, variam muito. O resultado do que nos foi vendido, teria sido motivado, por prazo apertado? Trampo jogado na mão de estagiários? Favorecimento à Nintendo? Todas as opções anteriores? Nunca saberemos, até que, algum dos envolvidos apareça e abra o bico. 

     Por fim, para dar uma aliviada...

    Teenage Muntant Ninja Turtles – Tournament Fighters está no mundo há 30 anos e, mesmo dividindo opiniões, tem sua base de fãs. Eu mesmo, tenho certa simpatia por ele, pela época saudosa de quando o conheci pela primeira vez.

    Se nunca o jogou e quiser experimentá-lo, sugiro que vá com o pensamento de aproveitá-lo pelo que ele é, sem comparações com os melhores do segmento... iria perder miseravelmente. Também, deixe de lado a “Escola Street Fighter”, por ter mecânicas simples como o primeiro Fatal Fury. Mas, chame um amigo para um Versus Mode pois, o Single Player, será uma tortura com suas falhas de jogabilidade e CPU extremamente safada.

     Até mais!